terça-feira, 17 de novembro de 2009

Simpósio discute segurança alimentar do campo ao prato

Conhecimento científico-acadêmico e experiência popular estarão reunidos entre 19 e 22 de novembro, no campus regional da UFMG de Montes Claros, em nome da promoção da segurança e da soberania alimentar.
O I Simpósio de Segurança Alimentar do Norte de Minas Gerais, com o tema “Sustentabilidade e inovações”, acontece no Instituto de Ciências Argárias (ICA). São esperadas aproximadamente 300 pessoas, entre professores, pesquisadores, estudantes, agricultores familiares e representantes de órgãos governamentais ligados ao setor.
Segundo a coordenadora do evento, professora Anna Christina de Almeida, há algumas especificidades que justificam uma discussão regionalizada sobre o tema segurança alimentar. Entre elas a expressiva presença da agricultura familiar no Norte de Minas e as adversidades ambientais – como o clima - que interferem, particularmente, na produção de alimentos. Aspectos que exigem foco na sustentabilidade, a exemplo do que será abordado na palestra sobre produção de hortaliças não convencionais e sua possível contribuição para a segurança alimentar.
Para o coordenador do curso de Ciências de Alimentos, Eduardo Robson Duarte, outra característica regional que preocupa e precisa de atenção especial é a carência de padrões de segurança na produção de alimentos, muitas vezes, feita artesanalmente. Ele cita produtos como carne-de-sol, conservas e doces de frutas que costumam ser fabricados sem as condições mínimas necessárias para garantir a segurança dos consumidores. “Será muito importante para os produtores locais e também para os alunos de Ciências de Alimentos esse contato com os pesquisadores que virão apresentar seus trabalhos e palestras”, avalia o professor.
Experiências bem-sucedidas de associação entre os produtores rurais, a exemplo de feiras livres, e a realidade nutricional dos agricultores familiares e de outras comunidades tradicionais do Norte de Minas, como geraizeiros e quilombolas, também estarão na pauta do simpósio. Serão discutidas, ainda, questões ambientais, a exemplo dos contaminantes provenientes da produção agrícola, e as inovações da indústria de alimentos.
A porção científico-acadêmica da programação ficará a cargo das palestras e da apresentação de trabalhos de pesquisa e extensão. Foram aceitos 20 resumos e 41 artigos ligados ao tema segurança alimentar. Todos serão publicados no Caderno de Ciências Agrárias, da UFMG, e os melhores em cada área receberão diploma de honra ao mérito. O simpósio prevê, ainda, discussões e atividades com a presença da comunidade, com mesa-redonda sobre políticas públicas voltadas para o setor, workshops e minicursos.
Desde esta segunda-feira (16/11), a inscrição de participantes passa a ser feita apenas na secretaria do mestrado do ICA (Av. Universitária, 1.000, Bairro Universitário, Montes Claros). O atendimento acontece de 8h às 12h e de 14h às 16h30.
O simpósio é uma promoção do Mestrado em Ciências Agrárias, do curso de graduação em Ciências de Alimentos, do Grupo de Estudo em Segurança Alimentar (Gesa) e do programa de extensão “Apoio a agricultores familiares no Norte de Minas Gerais em produção, higiene e saúde pública”. Mais informações pelo telefone (38) 2101-7748.

Boas práticas agrícolas na origem de tudo

Orientar os produtores para que adotem boas práticas desde o preparo do solo até o armazenamento e transporte dos produtos agrícolas também é trabalhar pela segurança alimentar. Esse é o foco de um dos trabalhos de extensão selecionados para apresentação no simpósio: “Capacitação em boas práticas agrícolas para produção de hortaliças pelos agricultores familiares do Norte de Minas”. Desde o final de 2008, o grupo de alunos do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) responsáveis pelo projeto oferece cursos de capacitação que já beneficiaram cerca de 150 agricultores familiares de Montes Claros, São João da Lagoa, Japonvar e Lontra.
“As boas práticas agrícolas consistem em várias regras para uma produção sustentável: economicamente viável e sem prejuízo ambiental”, explica o acadêmico Rafael Jorge Almeida Rodrigues, do 8º período de Agronomia. “Os agricultores familiares aqui na região são muito carentes de informações técnicas a esse respeito”, acrescenta. Outro detalhe importante, segundo o estudante, é que essas práticas são de simples adoção.
As orientações começam pela conservação do solo. Quando oferecem a capacitação, os estudantes do ICA ensinam os agricultores a confeccionarem, por exemplo, um nível, semelhante aos utilizados por pedreiros. O material necessário pode ser encontrado na propriedade rural ou adquirido a baixo custo: mangueira, ripas de madeira, arame e fita métrica de costureira. Esse equipamento simples permite ao produtor medir a declividade do terreno a ser cultivado e constatar se há necessidade de medidas para evitar a erosão.
“Também abordamos o controle alternativo de pragas e doenças, com o uso de caldas naturais preparadas com ingredientes de fácil aquisição”, conta Rafael. As caldas são alternativas para o uso de agroquímicos. As boas práticas agrícolas repassadas aos agricultores incluem aproveitamento integral de resíduos, como restos vegetais e esterco, que serão transformados em adubos orgânicos e biofertilizantes. As orientações chegam à colheita e à pós-colheita, com o armazenamento e o transporte das hortaliças. Nestas últimas etapas, segundo Rafael, o risco de contaminação e perdas na produção é muito grande.




Juliana Paiva

Assessoria de Comunicação do Instituto de Ciências Agrárias /UFMG

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mapa apoia venda de 210 mil toneladas de trigo em leilões

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apoiou a comercialização de 210,9 mil toneladas de trigo, do total de 315 mil toneladas ofertadas, quinta-feira (12/11), com leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP).
A medida garantiu a venda do grão pelo preço mínimo fixado pelo governo e seu deslocamento para regiões deficitárias, beneficiando produtores rurais da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Com esse leilão, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume total do trigo vendido por meio dos leilões de PEP, ocorridos desde o início da safra, atinge 591 mil toneladas, do total de 812 mil toneladas ofertadas. Até o final do ano, leilões de PEP de trigo serão realizados semanalmente.
O Prêmio para Escoamento de Produtos (PEP) - O governo paga o prêmio ao comprador que garanta ao produtor o preço mínimo e que encaminhe o produto para uma região pré-determinada, de acordo com as necessidades de abastecimento do País. Com esse mecanismo, o governo pode conduzir a política complementar para abastecimento de regiões com déficit e melhorar a distribuição dos produtos agrícolas, sem a necessidade de comprá-los.


Débora Pinheiro

Mapa

Mato Grosso registra primeiro foco de ferrugem asiática

Mato Grosso registrou sexta-feira (13/11) o primeiro foco de ferrugem asiática da safra de soja 2009/2010. A doença foi constatada em zona urbana e não comercial no município de Campo Verde.
A informação consta no Sistema de Alerta Antiferrugem disponível no site da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja/MT). A ferrugem apareceu mais cedo este ano no estado. No ano passado, o primeiro caso havia sido confirmado no início de dezembro em uma Unidade de Alerta do município de Canarana, região Leste.
O coordenador do Projeto Antiferrugem na região Sul Clóvis Albuquerque informou que imediatamente após a coleta da amostra, foi feita uma varredura na área. "Estão sendo tomadas medidas de controle para eliminar o foco, como gradear o solo no local e tratamento químico com herbicida dessecante, que são procedimentos indicados pelo fato da amostra ter sido encontrada em área não comercial".
O presidente da Aprosoja/MT Glauber Silveira alerta que é hora de redobrar a atenção no monitoramento da lavoura. "A efetividade do controle da ferrugem se dá por meio da intensificação do monitoramento, aliado as recomendações técnicas de aplicações de fungicidas. Por isto é necessário estar muito atento".
O Sistema de Alerta é uma das ferramentas do projeto Antiferrugem da Aprosoja/MT que está na terceira edição. A novidade neste ano é que os supervisores de campo da Aprosoja/MT e coordenadores do projeto também estão capacitados para diagnosticar outras doenças que ocorrem nas lavouras de soja, como por exemplo, antracnose, mancha-alvo, mela, entre outras. Os produtores podem levar amostras de soja para ser analisadas nos mini-laboratórios localizados nos 18 municípios onde a associação possui núcleo.
Na safra 2008/2009 foram analisadas 3.183 amostras de folha de soja de 53 municípios, sendo que em 329 amostras foram confirmados os casos de ferrugem asiática. O número de amostras foi 59% superior em relação à safra anterior quando foram analisadas 1.881 amostras de 33 municípios sendo 302 focos confirmados com a presença da doença.
O gerente técnico da Aprosoja/MT Luiz Nery Ribas explica que o vazio sanitário, aliado ao monitoramento da lavoura são fatores que têm dado resultados no controle da doença. "Mas todo cuidado é pouco, estamos em um período de irregularidade de chuvas. Se por um lado as chuvas são essenciais para o plantio, por outro podem estimular o aparecimento da ferrugem. Por isso, precisamos redobrar o monitoramento das lavouras para evitar a proliferação da doença, já que entre os fatores que favorecem a manifestação do vírus estão à umidade e o calor", alerta.



Fonte: Ascom Aprosoja/MT -

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Agronegócio brasileiro atrai investidores do Oriente Médio

Brasília (13.11.2009) - “Os empresários do Oriente Médio estão interessados em investir no Brasil”, assegura o secretário de Política Agrícola Edilson Guimarães, chefe da missão conduzida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos, neste mês. Vinte representantes de empresas, de associações do agronegócio e de bancos brasileiros integraram a delegação e participaram de uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do Oriente Médio, a Saudi Agro-Food, em Riad, e de seminário para investidores sauditas.
Os investidores mostraram interesse em comprar suprimentos para seus países, em que a agricultura é limitada em função de aspectos geográficos. Guimarães explica que, além do agronegócio brasileiro ser promissor, a segurança alimentar motiva o Oriente Médio a investir nas importações.
Exportações - Os dois países visitados são importadores de alimentos e podem intensificar esse comércio. De acordo com diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Eduardo Sampaio, cerca de 90% das exportações do Brasil se concentram em frango, açúcar e carne bovina e a relação comercial com o Oriente Médio pode ser uma oportunidade para diversificar a venda de produtos que integram a pauta de exportações.
A Arábia Saudita importou do Brasil, de janeiro a outubro deste ano, US$ 1,2 bilhão em produtos do agronegócio. A pauta das exportações para os sauditas é concentrada em carnes (US$ 770 milhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 272 milhões) e complexo soja (US$ 162,3 milhões), sendo destaque a carne de frango in natura, com total de US$ 604 milhões no período.
Os Emirados Árabes, por sua vez, compraram, nos dez primeiros meses de 2009, US$ 948,2 milhões em itens agropecuários. As principais importações, assim como dos vizinhos sauditas, são o complexo sucroalcooleiro (US$ 509,3 milhões) e as carnes (US$ 335,2 milhões).

Débora Pinheiro

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Safra em São Paulo apresenta pequeno crescimento
A previsão inicial para sete produtos mostra um pequeno crescimento de 3% na área cultivada, comparativamente ao ano agrícola 2008/2009. O primeiro levantamento foi realizado no mês de setembro pelos órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo: Instituto de Economia Agrícola (IEA) e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Os sete principais produtos no plantio das águas, algodão, amendoim, arroz, batata, feijão, milho e soja, totalizam uma 1,36 milhão de hectares ante 1,32 milhão de hectares, tendo como destaque o acréscimo das áreas de arroz, feijão e soja.

AMENDOIM DAS ÁGUAS - As perspectivas para a safra 2009/10 apontam redução de 13,2% na área, de 69,3 mil para 60,2 mil hectares. Segundo o estudo, uma das possíveis causas para o resultado é o fato de que áreas destinadas à produção do amendoim serão substituídas pela produção de soja, que apresentam melhores resultados até o momento.

FEIJÃO DAS ÁGUAS - Pode aumentar nessa safra, ocupando 8% a mais de área no Estado, totalizando 92,4 mil hectares. O incremento pode ser explicado, pela manutenção da demanda nos níveis do período anterior, dado que o preço da saca de 60 quilos de feijão carioquinha em São Paulo se mantém.

MILHO - A intenção de plantio da área de milho (safra de verão, incluindo o milho irrigado) é praticamente a mesma da safra anterior, 635,5 mil hectares em 2009/2010 ante 634,5 mil em 2008/2009, ou seja, 0,2% superior. A possibilidade de melhores condições no mercado internacional, dado que os preços do produto no mercado norte-americano permanecem em níveis superiores aos do ano anterior, mesmo com a perspectiva de boa safra, pode ser uma das razões que explicam a decisão do produtor nacional em manter os números da área plantada, já que as condições climáticas estão favorecendo o desenvolvimento da cultura. A área de produção irrigada de milho permaneceu com valores muitos próximos aos apresentados ao final da safra passada, ocupando 44,8 mil hectares no Estado.
SOJA - Para a safra de verão, incluindo a soja irrigada, há expectativa de um crescimento na área ocupada de 8,7% comparando-se à safra passada, o que se deve, provavelmente, aos bons preços do produto no mercado. Além de substituir parte das áreas cedidas pelo algodão e amendoim, a cultura também vem sendo utilizada nas reformas dos campos de cana-de-açúcar. A área com soja irrigada apresenta um crescimento de 20,8 % em relação ao ano passado, totalizando 11,7 mil hectares para 2009/2010.

ALGODÃO - A expectativa é de redução de 4,3% para a área de algodão, que deverá atingir 14,9 mil hectares.

O levantamento a ser realizado no campo em novembro, referente ao ano agrícola 2009/10, deverá caracterizar melhor o quadro da agricultura paulista, com as primeiras informações de produção e produtividade para as culturas.

Grupo Cultivar de Publicações

Mapa prioriza leilões para apoiar safra de trigo

A previsão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é realizar mais seis leilões de trigo ainda este ano. A afirmação é do diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola e Pecuária (Deagro/SPA) do Mapa, José Maria dos Anjos, que participou da 25ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, em Brasília.
“Quinta-feira (12), será realizado o terceiro leilão de 2009. Agora devemos organizar um por semana até o final do ano. Nesse momento, priorizamos os leilões e a equalização de preços”, informou o diretor do Deagro. Ele acrescentou que, em dois leilões, foram vendidas 380 mil toneladas de trigo.
Dados apresentados pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) indicam que a safra do estado, estimada em 2,6 milhões toneladas, pode ser dividida em três partes proporcionais: uma de trigo de boa qualidade, um terço do produto de qualidade média e outra um pouco inferior. “Quando não for usado na panificação, o trigo inferior poderá ser destinado à ração. Essa é uma lógica do mercado”, destacou José Maria dos Anjos.



Leilane Alves,

Mapa

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eventos avaliam impactos ambientais da produção de girassol para biocombustíveis

O Projeto de Pesquisa em Rede sobre Biodiesel da Embrapa já avaliou oleaginosas com potencial de geração de biocombustíveis, como dendê, mamona, soja e canola. Agora é a vez do girassol.
Em 24 e 25 de novembro, a equipe do projeto promove curso e dia de campo sobre avaliação de impactos ambientais da produção de girassol na obtenção de biocombustíveis no Centro Universitário do Sul de Minas – UNIS e em propriedade rural em Três Pontas/MG, respectivamente. São parceiros a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG) e a usina Biosep Biodiesel e Agronegócio.
O cultivo do girassol vem aumentando no Brasil, impulsionado principalmente pelo interesse da região Centro-Oeste e Sudeste em culturas de sucessão à safra de verão, denominada “safrinha”.
A política brasileira de incentivo à produção de biodiesel, dentre as oleaginosas disponíveis, tem tido distintos resultados de acordo com as particularidades regionais e, principalmente, pela matéria prima utilizada no processo, explica o pesquisador Cláudio Buschinelli, da Embrapa Meio Ambiente e um dos responsáveis pelo projeto.
“A opção pelo girassol está associada à ampla vantagem técnica que inclui, além do grande potencial de uso para biodiesel pelo elevado teor de óleo (38 a 47%) e facilidade de extração, outras características como: torta de excelente qualidade, possibilidade de adaptação a diferentes condições climáticas, fácil manejo e bom rendimento econômico, em termos de investimento e retorno”, diz o pesquisador.
Entretanto, questões relacionadas à importância do girassol como alimento de nobre valor nutricional, do uso extensivo de terras para a produção de energia e da sustentabilidade dessa expansão, têm sido levantadas como possíveis entraves para o setor agroenergético no médio e longo prazos.
A atenção à cultura do girassol teve início na Embrapa Meio Ambiente há aproximadamente três anos, e já permite inferência sobre o comportamento da cultura dentro do Estado de São Paulo. Na XVIII Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol, realizada em Pelotas-RS recentemente, a pesquisadora Nilza Patrícia Ramos, da Embrapa Meio Ambiente, apresentou os resultados do último monitoramento paulista das safras 2007/08 e 2008/09.
“Esse estudo aponta para redução na área plantada”, diz Patrícia. Segundo o Levantamento de Unidades de Produção Agropecuária do Estado de São Paulo – Lupa, o girassol foi cultivado em aproximadamente 1055ha na safra 2007/08, distribuído em diferentes municípios paulistas, com destaque para as micro-regiões de Casa Branca e Reginópolis.
Em 2008/09 a área ficou em aproximadamente 1100ha, com médias de produtividade próximas a 1300kg/ha e cultivo no período de safrinha - semeadura entre fevereiro-março, após milho e soja. “O cultivo como segunda cultura ou de safrinha apresenta vantagens sob o ponto de vista de melhor uso e aproveitamento da terra, redução no consumo de insumos e geração complementar de receita”, explica a pesquisadora.
“No estado, a produção de grãos tem sido destinada basicamente ao mercado de óleo alimentício, com pequena parte para forragem e alimentação de pássaros, sem expressão como matéria-prima para a geração de biodiesel”.
Notou-se que a soja é a matéria-prima mais empregada nas usinas paulistas, seguida pelo sebo bovino. Os principais problemas enfrentados pelos produtores para a cultura do girassol são a falta de produtos para controle fitossanitário registrados, dificuldades de semeadura, em função da necessidade de melhor classificação de sementes, ataque de pássaros em áreas pequenas e dificuldades de comercialização da produção.
Já como necessidades de pesquisa foram identificadas oportunidades relacionadas ao controle de pássaros, zoneamento de risco climático para doenças, cultivo em sistemas integrados e consórcios, potencial para cultivo em áreas de reforma de cana-de-açúcar a partir do desenvolvimento tecnológico voltado para ciclo precoce, tolerância à alternaria e atenção a herbicidas com longos períodos residuais (usados em cana-de-açúcar).
O curso irá abordar a realidade e as perspectivas do cultivo de girassol no Brasil e a prática de avaliação socioambiental dessa cadeia produtiva para geração de biodiesel.
O dia de campo irá demonstrar procedimentos de avaliação e gestão ambiental de estabelecimentos rurais no sentido de oferecer aos produtores um mecanismo integrado das relações entre a atividade produtiva e a qualidade do ambiente. Para tanto, será aplicado o Sistema APOIA-NovoRural; uma ferramenta de análise de estabelecimentos rurais, que orienta as ações produtivas seguindo critérios de sustentabilidade.
Haverá visita técnica ao campo de cultivo, ao estabelecimento e início da avaliação, com análise de indicadores, entrevista ao produtor e preenchimento das planilhas eletrônicas do Sistema APOIA-NovoRural, além de debate sobre o desempenho ambiental do estabelecimento e proposição de práticas de manejo e tecnologias.


Cristina Tordin

Embrapa Meio Ambiente

terça-feira, 10 de novembro de 2009

FICAFE 2009 encerra com resultados positivos

Creca de 3,5 mil visitantes de mais de 30 municípios do Paraná e São Paulo passaram pela FICAFE 2009 - Feira Internacional de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná.
A feira é uma realização do Sebrae/PR e da Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP), e aconteceu entre os dias 5 e 6 de novembro no Pavilhão de Convenções do Centro de Eventos de Jacarezinho.
Durante o maior evento da cafeicultura paranaense, foram comercializados 13 lotes de cafés especiais ofertados. Os compradores que tiverem interesse em adquirir lotes não comercializados na FICAFE 2009 podem conferir a lista disponível no site www.ficafe.com.br. O evento atraiu 25 compradores de cafés.
O preço médio das sacas de cafés especiais negociadas nas rodadas de negócio da FICAFE 2009 foi R$ 661,00. A Empório Café da Casa deu o lance mais alto por um lote de cafés especiais que foi R$ 748. A proprietária do Lucca Cafés Especiais, Georgia Franco de Souza, adquiriu oito lotes de cafés especiais ao custo de R$ 650 a saca.
A ACENPP fechou um contrato para venda de 1.080 sacas de café diferenciado tipo cereja descascado que serão entregues em outubro do ano que vem pelo valor de R$ 320 a saca.
O café especial do produtor Wagner Coelho, de Nova Fátima, obteve a mais alta pontuação no concurso melhor café especial da FICAFE 2009. Wagner Coelho foi contemplado com uma viagem com acompanhante e duração de cinco dias a Porto Seguro, na Bahia.
No encerramento da FICAFE 2009, Luis Fernando de Andrade Leite, presidente da ACENPP, destacou os resultados do investimento na qualidade e fez um apelo. "Peço que todos os produtores do norte pioneiro continuem unidos, pois a chave do sucesso dessa atividade é a soma dos esforços", motivou. Na avaliação de Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR em Jacarezinho, a FICAFE 2009 foi um sucesso. Para ele, o caso do produtor de café especial, Wagner Coelho, avaliado como melhor café da Feira, é um exemplo de como vale a pena investir em qualidade. O produto que antes era comercializado por R$ 240 a saca, hoje atinge R$ 700,00.
"O balanço da FICAFE 2009 é o melhor possível. Tivemos um aumento de vendas, de número de expositores e de público, além de conquistar um local ser sede da ACENPP e recursos para investir em tecnologia", disse Capello, que recebeu durante o evento um troféu em reconhecimento ao seu desempenho e trabalho no Programa Cafés Especiais do Norte Pioneiro.
Outro ponto a se destacar, segundo o consultor do Sebrae/PR, é o relacionamento entre os elos da cadeia cafeeira que se desenvolvem nesse evento e a diferença que faz o produtor mudar a percepção, deixando de se focar em commodity e apostando num café de qualidade

Opinião dos visitantes
Para Valter Ferreira de Assis, gerente do Banco do Brasil da Agência de Jacarezinho, a FICAFE é um evento consolidado que merece ser apoiado. "Esta edição mostra a evolução do evento e o empenho dos organizadores. Com certeza, é o mais importante evento de café do Estado e como representante do Banco do Brasil considero importante estar presente e incentivar a geração e fechamento de negócios", disse Valter Ferreira de Assis.
Nelson Menoli Sobrinho, palestrante e engenheiro agronômico do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), considera que a FICAFE propicia que produtores, estudantes e profissionais ampliem seus conhecimentos sobre a lavoura do café. "Todas as palestras apresentadas nesse evento levam informações valiosas para os visitantes. São conhecimentos que podem ser aplicados rapidamente e facilmente nas propriedades gerando um aumento de produtividade, redução de custos e aumento dos lucros", observa Nelson Menoli Sobrinho.
Carlos Oliveira, da Ekao Química, empresa especializada em adubos, vê na FICAFE uma oportunidade imperdível de relacionamento com o mercado. "Esta Feira é uma presença obrigatória e oportunidade única para empresas que tenham como clientes produtores de café. Durante o evento surgiram ótimos negócios. É uma ótima ocasião de mostrar as empresas, serviços, produtos e equipamentos. Estou muito satisfeito e desejo participar da próxima edição", comentou Carlos Oliveira.
Alunos do Colégio Agrícola de Santa Mariana, norte do Estado, Patrique Eugênio Luz e Rhoyter Nonato de Oliveira, jovens de 16 anos, viram na prática o que conheciam apenas em sala de aula por vídeos e livros. "Assisti a uma palestra e fiquei surpreso com a informação de que cultivar capim entre os pés de café ajuda a melhorar a produtividade. Gostei muito do evento porque é bem direcionado e envolve compradores, produtores, palestrantes, empresas, cafeterias, enfim, toda a cadeia de café", afirmou Patrique Eugênio Luz.
"Para mim, está sendo muito interessante ver na prática o que conhecemos só em sala de aula. Aqui tenho muito mais motivação para estudar e saber mais sobre a cultura do café. Por exemplo, nunca havia visto uma máquina que faz a colheita do café do chão. Vou voltar com ideias novas e novos conhecimentos", falou Rhoyter Nonato de Oliveira.
 A FICAFE 2009 despertou o interesse de Roque Fedel e Paulo Barbosa, produtores de café e frutas do município de Vera Cruz, em São Paulo. Para eles, um evento específico sobre a cultura do café e sob a promoção do Sebrae/PR é muito importante pois dá credibilidade e promove o desenvolvimento do segmento. "Já participamos de muitas outras feiras, mas não tínhamos visto nada deste porte, organização, diversidade de informações e de presença de elos da cadeia do café. Para nós, o associativismo, o investimento em tecnologia de gestão e produção é a única maneira de avançar e ser competitivo e enfrentar a concorrência e temos exemplos de tudo isso aqui", avaliaram os produtores.

ACENPP

A Associação de Cafés Especiais do Norte Pioneiro do Paraná (ACENPP) foi fundada em 25 de março de 2008 para atender aos objetivos do Programa Cafés Especiais do Norte do Paraná. Reúne cerca de 100 associados e sua sede fica em Santo Antonio da Platina.

Parcerias

A FICAFE 2009 foi uma realização do Sebrae/PR e da ACENPP com apoio do Banco do Brasil, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Prefeitura de Jacarezinho, Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SEAB), Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac), Associação dos Municípios Norte Pioneiro (Amunorpi), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado do Paraná (Senar) e Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).




Cleide de Paula

Assessoria de Imprensa Sebrae/PR

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Exportações de café em outubro foram de 2,8 mi de sacas, divulga Cecafé

No mês de outubro, as exportações brasileiras de café alcançaram um total de 2.787.996 de sacas, para uma receita de US$ 414,9 milhões.
Comparando-se com outubro de 2008, o volume de sacas vendidas foi 9,3% menor. Mas no acumulado do ano o país exportou 25.152.265 sacas, crescimento de 8% em relação às 23.309.500 de sacas comercializadas entre janeiro e outubro de 2008.
Os dados foram divulgados sexta-feira (06/11) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé -, segundo o qual no acumulado de janeiro a outubro o café tipo arábica foi o responsável por 87% das vendas, seguido do solúvel, com 9%, e do robusta, com 4%. Os principais mercados compradores do produto brasileiro nesse mesmo período foram Europa (com 55%), América do Norte (com 22%), Ásia (com 17%) e América do Sul (com 4%).
O balanço do Cecafé aponta que os principais portos de embarque do produto continuam sendo Santos, com uma participação de 71,8% do total embarcado; Vitória, com 15,8% dos embarques; e Rio de Janeiro, com 10,1%. Os principais países compradores do nosso café no acumulado do ano foram a Alemanha (5 milhões de sacas), Estados Unidos (4,8 milhões de sacas), Itália (2 milhões de sacas), Japão (1,8 milhão de sacas) e Bélgica (1,7 milhão de sacas).
No acumulado dos últimos 12 meses o Brasil vendeu 31.341.855 sacas de café, para uma receita de US$ 4,4 bilhões.




Fonte: Communicação Assessoria Empresarial

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Levantamento da safra de grãos indica segundo melhor resultado da história

Ao anunciar o segundo levantamento da safra de grãos 2009/2010, nesta quinta-feira (5), o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Gerardo Fontelles, disse que o governo agiu de forma estratégica, ao estabelecer instrumentos financeiros que reduzam os riscos operacionais dos produtores.
“São excelentes as expectativas para a próxima colheita. Tudo indica que o clima será mais equilibrado e beneficiará as lavouras” acrescentou.
A projeção realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca a previsão de colheita do milho entre 62,50 milhões e 63,60 milhões de toneladas, para o próximo ano. Caso seja confirmado o intervalo superior da intenção de plantio - de 11,4% a mais que o período passado, este será o segundo melhor resultado da história. A safra total de grãos ficará entre 139,04 e 141,69 milhões de toneladas, o que representa aumento de 3 a 5% em comparação à safra anterior de 135 milhões de toneladas. A área a ser plantada em todo o país deve ficar entre 47,44 milhões (-0,5%) e 48,18 (+1,1%) milhões de hectares.
A perspectiva para o milho primeira safra é de 32,79 milhões a 34,06 milhões de toneladas. O feijão primeira safra, em fase de maturação e frutificação em algumas regiões, está entre 1,39 (+2,9%) e 1,43 milhão (+6,3%) de toneladas. O arroz terá redução de 3,8%, entre 12,06 e 12,18 milhões de toneladas. Para o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto, ainda é cedo para qualquer diagnóstico decisivo. “Os produtores do Rio Grande do Sul, por exemplo, estão esperando mais chuvas para decidir se o plantio de arroz vai até dezembro”, explicou.
Trigo - A produção de milho sofreu queda de 14,3 % e deve fechar em 5,04 milhões de toneladas. Isso se deve ao excesso de chuva na fase de cultivo. Em contrapartida, o estoque de passagem do produto - sobra de uma safra de grãos de um ano para o seguinte - é de quatro milhões de toneladas este ano. Silvio Porto, disse também que esse estoque apresenta vantagem em relação à safra 2008/2009. “Boa parte, hoje, está com o governo e não atrapalha o mercado, ao contrário do que aconteceu no ano passado, quando o estoque de passagem foi alto, mas estava nas mãos de produtores, cooperativas e tradings”, afirmou.


Fonte: Mapa, com informações da Conab

Café: Câmara Setorial anuncia finalistas do 8º Concurso Estadual de Qualidade

 A Câmara Setorial de Café vai fazer, nesta sexta-feira (06/11), a partir das 16 horas, o anúncio e premiação dos dez produtores finalistas do 8º Concurso Estadual de Qualidade Café de São Paulo - Prêmio “Aldir Alves Teixeira”.
 A Câmara é uma das 28 que funcionam no âmbito da Coordenadoria de Desenvolvimento dos   Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP (Codeagro).
 Na ocasião, em que o responsável pela Codeagro, Cassiano Gomes dos Reis Junior, vai representar o secretário João Sampaio, também serão conhecidas as empresas compradoras que participarão da 6ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo.
 O evento será no Museu do Café de Santos, que fica na rua Quinze de Novembro, 95, Centro. Mais informações com Clair, pelo e-mail clair@sindicafesp.com.br ou telefone 11 3125-3165.
O CAFÉ NO ESTADO - O levantamento mais recente da safra de café no Estado, feito pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) e pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria, indica área praticamente inalterada (0,2%), relativamente à obtida na safra passada, totalizando 224,2 mil hectares ante as 223,8 anteriores, e significativa queda na produção (17,2%) - de 269,2 mil toneladas para 223 mil. Os resultados desfavoráveis para a cultura são por conta da bienalidade da exploração. O café beneficiado é o oitavo principal produto do Estado em termos de valor de produção agropecuária, totalizando, em 2008, mais de R$ 1 bilhão.


Euzi Dognani/Adriana Rota/Nara Guimarães

Assessoria de Comunicação da Secretaria

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Bloomberg: Brasil terá safra recorde de café e preço deve cair para US$ 1,10

O preço do café, que já subiu 12% este ano, provavelmente voltará a cair no início de 2010, quando os produtores colherem o que se espera ser uma safra recorde no Brasil, o maior produtor do mundo, afirmaram analistas da Sucden Financial Ltd., e do Newedge USA LLC.

De acordo com informações da Bloomberg, o “Chart of the day” mostra que a safra do Brasil irá entrar em sua fase mais produtiva do ciclo bienal em 1º de julho, e analistas estimam um volume de 50 a 55 milhões de sacas, superando o recorde de 48,5 milhões de sacas da safra de 2003. Uma saca pesa 60 Kg. O café futuro caiu 18% no ano passado.

“Esta bolha vai estourar muito em breve”, informou William Adjadj, investidor da Sucden, em Paris. “A grande safra do Brasil indica que o mercado é baixista”, completou.

Os preços do café arábica devem cair para US$ 1,10 a libra / peso em Janeiro, 12% abaixo das negociações feitas no ICE Futures U.S., informou Rodrigo Costa, vice-presidente de vendas institucionais da Newedge, em Nova Iorque. “No Brasil o clima está perfeito”, afirmou Costa. “Já temos parte da produção garantida. É difícil acreditar que será menor que 52 a 55 milhões de sacas”.

“A queda nos contratos futuros será limitada pois, provavelmente, o governo brasileiros irá tomar medidas para ajudar produtores e aumentar os preços”, acrescentou Costa. “O café deve subir no último trimestre em função dos estoques limitados na América Central e na Colômbia. Uma queda no dólar também deve aumentar o apelo das commodities”, ele afirmou.

Tufão danifica 740 hectares de café no Vietnam

Os produtores do Vietnam, o maior produtor de café robusta do mundo, se esforçaram para secar café depois que as chuvas fortes atingiram as regiões produtoras do país, trazendo preocupações quanto à qualidade dos produtos. O tufão danificou 740 hectares de café em Daklak, a província com maior produção no país, onde 180 mil hectares de café foram plantados, de acordo com dados do governo.

Exportações de café da Índia caem 21%

Se, por um lado, os investidores esperam safra recorde para o Brasil, as expectativas é que a Índia, o terceiro maior produtor de café da Ásia, tenha quebra de safra. As exportações da Índia já caíram 21% no ano comercial que acabou dia 30 de setembro, depois que o excesso de chuvas danificou as lavouras nas principais regiões produtores do país. De acordo com a reportagem da Bloomberg, a recessão mundial também esfriou a demanda.

A empresa Tata Coffee Ltd., e seus concorrentes indianos, exportaram 181.069 toneladas, volume bem abaixo das 227.779 toneladas exportadas no ano anterior, informou N.V. Nagarajaiah, diretor na Câmara do Café. Os embarques caíram 33% em valor, para US$ 588,9 milhões, informou a Câmara.

A Índia abaixou suas estimativas de produção da safra 2008/09 pela segunda vez em Abril, depois que o excesso de chuvas prejudicou as lavouras no sul do estado de Karnataka, o maior produtor de café. A produção deve cair para 262.300 toneladas no ano comercial que acabou ontem, dia 30 de setembro. O volume fica abaixo das 276.600 previstas em novembro de 2008, informou a Câmara do Café.
 
Informações das agências de notícias Bloomberg e Reuters

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Análise do mercado futuro milho e soja

Início de semana positivo para o milho e negativo para a soja...


A soja na BM&F nesta segunda-feira refletiu as perdas de Chicago e fechou em baixa, o contrato com vencimento em maio 2010 ficou em US$ 20,40 caindo forte 1,21%. Na CBOT com perspectivas de clima favorável para as lavouras e perspectivas de safra cheia fizeram o vencimento de novembro ficar em US$ 9,19 ½ caindo 6,50 centavos, janeiro ficou em US$ 9,24 ½ caindo 6,50 centavos. As perdas só foram limitadas pelos ganhos do petróleo. O USDA indica que 66% das lavouras de soja estão entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 9% em condições ruins, praticamente a mesma coisa da semana passada. A colheita nos EUA já atinge 5% sendo que no ano passado neste mesmo período estava em 8%, a média dos últimos quatro anos é de 18%. Em relação as inspeções de exportação de soja, o USDA indica que chegaram a 202,150 mil toneladas na semana encerrada em 24 de setembro, na semana anterior era de 19,923 mil toneladas. Para o milho dia de ganhos, o bom desempenho dos mercados externos e as perspectivas de quebra nas lavouras chinesas deram alento aos preços do grão, tanto em Chicago quanto na BM&F. Em relação às condições das lavouras de milho dos EUA o USDA relata que 68% estão entre boas e excelentes condições, 22% em situação regular e 10% em condições ruins. O USDA indica que as inspeções de exportação norte-americana de milho estão em 751,575 mil toneladas na semana encerrada em 24 de setembro, na semana anterior era de 1.039,430 mil toneladas. A colheita do milho nos Estados Unidos já atinge 6%, no mesmo período do ano passado era de 8% e a média dos últimos quatro anos é de 18%. Chicago fechou hoje com preços altos, a posição dezembro de 2009 finalizou cotada a US$ 3,38 3/4 por bushel, alta de 4,75 centavos de dólar em relação ao último fechamento. A posição março fechou cotada a US$ 3,51 1/4 por bushel, alta de 4,50 centavos de dólar. Na BM&F, o milho com vencimento novembro 09 ficou em R$ 20,42 a saca, subindo 0,99%. O clima tem ajudado os trabalhos de plantio na Argentina que já atinge 14,5% e no Brasil chega a 11,6%.


Fonte: Redação NA

Governo já comprou 4,5 milhões de toneladas de milho de Mato Grosso

O governo federal já comprou 4,591 milhões de toneladas de milho do estado de Mato Grosso, o que totaliza o valor de R$ 584,748 mil, através dos leilões de PEP, PEPRO e AGF’s (Aquisição do Governo Federal), realizados desde janeiro deste ano.

De acordo com a Gazeta-MT, o estado é o que mais recebeu com ações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Através do PEP, foram comercializadas 2,199 milhões de toneladas que renderam R$ 148,349 mil. O segundo mais utilizado pelos produtores foi o Contrato de Opção, cujos números apontam para o montante de R$ 363,992 mil para 1,421 milhão de toneladas contatadas.

A Conab fará novo leilão no dia 1º de outubro, quando serão ofertadas 590 mil toneladas. A comercialização será via Prêmio para o Escoamento da Produção (PEP). Esta semana, o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira da Silva esteve em Brasília e a apresentou a diretores do Mapa dados que comprovam a necessidade de mais leilões de milho para o Estado.


Informações Gazeta-MT

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SIMPOSIOS 2009 - ABRAPOS

A Associação Brasileira de Pós-Colheita - ABRAPOS comunica que estão abertas as inscrições para os dois eventos que está provendo neste ano de 2009.

O primeiro a acontecer é o III SIMPÓSIO MATOGROSSENSE DE PÓS-COLHEITA a ser realizado nos dias 11 e 12 de novembro de 2009 no Caiçara Tênis Clube, situado a Rua Mário Alves Albuquerque, 1626 Jd Belo Horizonte, Rondonópolis, MT. A realização deste simpósio é da SECITEC/MT - SECRETARIA DE ESTADO CIÊNCIAS E TECNOLOGIA, Unidade de Educação Profissional e Tecnológica de Rondonópolis. Consulte o site www.abrapos.org.br/eventos/smpc2009 e fasça sua inscrição on line garantindo sua vaga de participação, pois são limitadas.

O segundo evento é o IV SIMPÓSIO SUL DE PÓS-COLHEITA a ser realizado de 1 a 3 de dezembro de 2009 na AFUCOPAL - Associação dos Funcionários da Cotripal, situada a Rua Henrique Baal, 695, Bairro Pavão, CEP 98280-000 Panambi, RS. A realização do simpósio é da Cotripal Agropecuária Cooperativa de Panambi, RS. Consulte o site www.abrapos.org.br/eventos/sspc2009 e faça sua inscrição on line garantindo sua vaga de participação, pois são limitadas.


Fonte: ABRAPOS

sábado, 22 de agosto de 2009

Agricultura anuncia crédito de R$ 1,5 bi para retomada de leilões


O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) anunciou ontem a abertura de linha de R$ 1,5 bilhão que, segundo ele, irá assegurar a retomada de leilões emergenciais para o escoamento da produção agrícola.
O primeiro deles, disse o ministro, será na próxima semana e vai tentar amenizar o problema logístico causado pelo excedente de quase 2 milhões de toneladas de milho da segunda safra em Mato Grosso.
Atualmente, segundo estimativa da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho em MT), mais de 500 mil toneladas do grão estão estocadas a céu aberto, por falta de espaço nos armazéns.
"O milho já está decidido. Houve um problema de recursos, atrasamos quase 15 dias. Eu mesmo vi as dificuldades em visita a Mato Grosso, mas devemos amanhã [hoje] publicar o novo leilão e, na próxima semana, serão mais 500 mil toneladas", disse Stephanes, em Cuiabá.
O total de recursos irá financiar "vários outros leilões", disse o ministro. "Depois do milho, entra o algodão e, em outras regiões, vamos fazer leilões para trigo, feijão e arroz. Possivelmente, a gente vai fazer vários leilões seguidos."
Questionado sobre a chuva que caiu ontem em Mato Grosso, e que pode ter prejudicado parte da produção estocada fora dos silos, o ministro disse não ter mais o que fazer "em relação ao que já aconteceu".
"Nós temos que fazer é daqui para a frente. O leilão está previsto e vamos fazer todos os que forem necessários."
Sobre a decisão do governo de atualizar os índices usados para medir a produtividade de fazendas passíveis de desapropriação para reforma agrária, Stephanes disse se tratar de uma "questão difícil".

Temos uma lei que manda publicar os índices de forma constante. O último saiu há 29 anos. Há uma reação muito forte de vários partidos, inclusive do meu partido, o PMDB. Os líderes já conversaram comigo que querem fechar uma posição contrária. Vamos ter reunião na terça-feira e temos de levar essa preocupação ao presidente", afirmou.
De acordo com o ministro, as discussões dos temas ambiental e agrário no país "têm sido muito políticas e não têm seguido o rigor técnico".

Milho transgênico avança e pressiona setor alimentício

O plantio de milho transgênico dará um salto na próxima safra (2009/10) para cerca de metade da área semeada em alguns Estados do Brasil, o que colocará pressão nas indústrias alimentícias, que não trabalham com produtos modificados geneticamente.
Na safra de verão anterior, apenas cerca de 5% da área de cultivo foi transgênica.
Entenda-se aqui por indústria alimentícia aquela que processa o milho que segue diretamente para o consumo humano e não as fábricas que esmagam o cereal para destiná-lo à ração de frangos e suínos.
A avicultura e a suinocultura, os dois setores que mais consomem milho no Brasil, abocanham anualmente mais de 60% da safra do cereal do país, de cerca de 50 milhões de toneladas, em 2008/09.
Já a indústria alimentícia fica com menos de 10% da produção nacional do grão, mas mesmo assim já começa a sentir-se pressionada, especialmente porque as condições de segregação do produto convencional no país são consideradas deficitárias.
Além disso, há risco de contaminação por transgênico em lavouras convencionais até pela polinização, que pode ocorrer pelo vento, se não for respeitada uma distância mínima entre as plantações.
"No próximo verão, sentimos que o transgênico vai para mais de 50 por cento na média (da área plantada)... Então para 2010 é complicado, somente quem pagar um plus para o produtor terá segregação especial", afirmou Aldo Alves, gerente da Integrada Cooperativa Industrial, em Andirá (PR), que trabalha somente com o grão convencional.
Entre os fatores para o crescimento do milho transgênico, além do fato de o produtor estar experimentando uma lavoura que pode lhe render mais e ser menos custosa, está o ainda nascente mercado de prêmio pelo cereal não-transgênico, que até agora foi pouco estimulante.
Mas, de acordo com Alves, na próxima safra, com o plantio começando em outubro e novembro, é possível que no Paraná (maior produtor nacional) aquele agricultor que conseguir segregar conseguirá um prêmio de 12% a 15% por cento em relação ao valor de mercado.
Embora o gerente da cooperativa avalie ser bastante provável o pagamento de prêmio ao produtor de convencional, ele ainda tem dúvidas de como o consumidor final, no supermercado, vai reagir, se vai aceitar a pagar um "plus" pelo produto feito a partir de grãos não-transgênicos.
"Eu vou pagar 15% para o produtor, mas vou jogar 15% para o óleo de milho bruto. Mas temos dúvidas, não sei se o mercado vai me remunerar, é uma dúvida muito grande para nós transformadores", acrescentou.
Os processadores de milho para o setor de alimentos vendem seus produtos para empresas do setor cervejeiro, além de produtoras de salgadinhos e cereais matinais, muitas delas multinacionais que preferem não ver suas marcas relacionadas a transgênicos.
Outro lado
Se há algumas companhias que não usam o produto geneticamente modificado, há outras que não veem nenhum problema.
As indústrias de rações, cujos principais clientes são as produtoras e processadoras de carnes, seguirão usando milho e farelo de soja transgênicos, pois a "ciência ainda não divulga nenhum episódio deletério à saúde de pessoas que consumiram grãos ou cereais modificados", disse Ariovaldo Zanni, diretor-executivo do Sindirações.

Ele disse ainda que o comprador da carne brasileira não tem se manifestado contrário à alimentação animal com produtos geneticamente modificados, até porque cientistas já concluíram que a modificação genética não é identificada nos tecidos animais.
"Eu interajo com os principais executivos do setor, e não há pressão externa", completou ele, lembrando que os estrangeiros estão mais preocupados se o Brasil está desmatando suas florestas do que se utiliza transgênicos.
Zanni explicou ainda que a biotecnologia é a única forma de aumentar a produção, por meio de ganhos de produtividade, sem abrir novas áreas para plantações. "O uso dos organismos geneticamente modificados seguros e aprovados é uma necessidade, é uma nova etapa da humanidade, para termos garantias de suprimentos. Serão 9 bilhões de bocas para serem alimentadas já em 2030", afirmou.
Mercado especial
Para Ricardo de Souza, diretor-executivo da Abrange (Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados), embora o mercado europeu, um dos mais importantes para a carne de frango do Brasil, não exija rotulagem de carnes produzidas a partir de transgênicos, o país deveria estimular o produto convencional.
"A pessoa que compra o não-transgênico provavelmente está focada em um mercado especial", disse ele, observando que o Brasil poderia se diferenciar de outros países, oferecendo um produto que poderia ter maior valor agregado.
Isso para não falar na hipótese de mudança nas legislações no exterior. De acordo com o executivo da Abrange, há um movimento para que se mude a regra europeia e carnes produzidas a partir de transgênico sejam rotuladas.
Tal norma funcionaria como a atual legislação brasileira, que o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) não acredita estar sendo cumprida plenamente, apesar de associações do setor produtivo, como a UBA (União Brasileira da Avicultura), afirmarem seguir.